sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ESTILOS PARENTAIS

ESTILO PARENTAL
É o conjunto de atitudes dos pais que cria um clima psicológico-emocional em que se expressam os comportamentos dos pais; mães e pais podem se comportar de maneira diferente; os estilos parentais incluem as práticas parentais (elogios, gritos, punições etc.) e outros aspectos da interação pais-filhos, tais como: tom de voz, linguagem corporal, descuido, atenção, mudanças de humor etc. Atualmente os estudos psicológicos mostram que família é essencial na vida de todos, mas ela pode determinar aspectos de PROTEÇÃO envolvimento, afeto, regras claras, responsividade etc.) quanto de RISCO (punição física, negligência, regras inconsistentes ou ausência de regras etc). Cada estilo de pai/mãe contribui para determinar o desenvolvimento e socialização de crianças e adolescentes que formarão um repertório comportamental que levam para o resto da vida. O estudo dos estilos parentais divide as relações entre pais e filhos (de qualquer idade) em 4 tipos básicos: participativo (centrado na relação e socialização do filho); negligente (pais ausentes); autoritário (centrado nos pais); permissivo (centrado no filho). As pesquisas internacionais e longitudinais revelam que as influências começam muito cedo e continuam na adolescência e que o estilo parental não muda no decorrer dos anos. Para medir os estilos parentais foram utilizadas as Escalas de Exigência e Responsividade (Lamborn e cols) e para medir práticas educativas foram utilizadas as Escalas de Qualidade na Interação Familiar (Weber e cols). Descrição de estilos parentais:


PAIS PREPARADORES EMOCIONAIS – também chamados de participativo-democráticos (tanto exigentes quanto responsivos. São pais centrados tanto na relação quanto na socialização e desenvolvimento do filho. Apresentam muitas regras e limites e também muito afeto e envolvimento, “dão bastante, mas também pedem muito”: são aqueles que educam dando muito apoio, atenção emocional, estrutura positiva e direção para os filhos. Conseqüências para os filhos: estas crianças definem-se e são classificadas como mais competentes em todos os níveis, ou seja, boa auto-estima, habilidades sociais, estilo de atribuição otimista, bom desempenho acadêmico e desenvolvimento de resiliência.


PAIS NEGLIGENTES (pouco responsivos e pouco exigente; apresentam pouco afeto e envolvimento e poucas regras e limites). São considerados pais ausentes. Ainda, esperam, às vezes, que o filho responda a suas necessidades e formam famílias instáveis (separações e conciliações freqüentes); são pais pouco presentes na vida dos filhos, sem tolerâncias e aborrecem-se facilmente, seja com o choro natural de um bebê, seja com os pedidos de uma crianças ou adolescentes, então deixam a criança fazer o que bem quiser; quando os filhos chegam ao limite ou quando sentem culpa de sua ausência podem controlar exageradamente ou punir. Conseqüências para os filhos: são as que apresentam pior performance em todos as áreas; podem ter um desenvolvimento atrasado, problemas afetivos e comportamentais; este estilo parental correlaciona-se com uso de drogas e álcool, com doenças sexualmente transmissíveis, com início precoce da vida sexual, baixa auto-estima e auto-eficácia, com probabilidade maior de depressão, estresse, estilo explicativo pessimista, baixo desempenho acadêmico e baixas habilidades sociais e futuro comportamento anti-sociais (mentir, roubar, agredir, machucar, xingar...).


PAIS AUTORITÁRIOS (muito mais exigentes do que responsivos; apresentam muitas regras e limites, mas são pouco afetivos e envolvem-se pouco). São pais centrados em si próprios, portanto desejam somente a obediência dos filhos. Caracterizam-se por nível baixo de apoio e atenção emocional, mas alto de estrutura positiva e direção; são demasiadamente exigentes, tendo como resposta comum “Porque eu disse assim”, querem que o filho faça o que eles desejam, comandam a vida dos filhos e não deixam que ele próprio se expresse. Conseqüências para os filhos: tendem a apresentar performance moderada na escola, mas se a coerção for muito forte podem ter ansiedade e, com isso, abaixar o desempenho escolar; não apresentam problemas de comportamento, geralmente são crianças e adolescentes quietos e passivos, mas se a coerção dos pais for muito forte, podem mostrar hostilidade e agressividade contra figuras de autoridade (professores, por exemplo); apresentam piores desempenhos em habilidades sociais, humor instável, pouco amigáveis, baixa auto-estima e altos níveis de depressão, situações que podem levar para a vida futura.


PAIS PERMISSIVOS – também chamados de indulgentes (muito mais responsivos do que exigentes; apresentam muito afeto e envolvimento e poucas regras e limite. São pais centrados no filho. Dão muito apoio e atenção emocional, mas pouca estrutura positiva e direção aos filhos; às vezes são pais que tem receio de serem rejeitados e não serem amados pelos filhos, então permitem em demasia, ou sentem culpa pela ausência no trabalho e permitem tudo ou são inconsistentes; a pouca resistência acaba levando a crianças mimadas e falta de resistência à frustração. Conseqüências para os filhos: estão mais propensas a envolver-se em problemas de comportamento e têm pior desempenho na escola, mas podem ter boa auto-estima e boas habilidades sociais e baixos níveis de depressão, mas há um alto risco de envolvimento com drogas no futuro, pois não aprenderam que existem regras e limites no mundo, acham que podem e devem experimentar tudo e testar todos; geralmente são crianças (e até adultos) mimados, sem limites, que depois de um tempo de convivência torna-se chato, pois pensa somente em si próprio e não aprendeu como o mundo funciona nem as suas regras de convivência.

Um comentário:

Ciro Meireles disse...

Olá, você poderia passar as referências que usou para escrever tal texto?